Eu voltei, ou melhor, eu sempre estive aqui. Em momento algum deixei de fazer minhas reflexões só não sentia que precisava compartilhá-las.
Então eu volto, não sei por quanto tempo, mas seguem meus pensamentos...
Não ter coragem é algo doloroso. A incerteza de esperar o destino corrói, machuca, enlouquece aos poucos... com o passar dos dias... dos meses... dos anos... Mas ao mesmo tempo cria em nós algumas certezas que talvez não teríamos se não passássemos por isso, deve ser o que chamam de amadurecimento. Não sei se gosto de amadurecer. Não se se gosto do meu jeito ‘certinho’. Tantas coisas que não sei.
Sinto saudade, de coisas bobas, pequenas talvez, me pego lembrando e sorrindo, queria aquilo pra sempre. Queria sentir esperança de novo. Não posso exigir dos outros o mesmo, não posso interferir na vida dos outros. Porque hein? Quem disse isso e porque eu acreditei? Porque o chip de ‘boa moça’ tem ativação total em mim? Quantas coisas eu não me permito fazer, mas quando precisaram fazer contra mim, ninguém pensou o que ‘o que ela pensa?’. Mas não posso cobrar dos outros. Não posso mesmo.
O que eu posso, afinal? O que me é permitido?
Queria ter comigo a irresponsabilidade de um adolescente e a inocência de uma criança. Talvez assim eu não precisasse escrever e pudesse falar. Mas não consigo. É mais forte que eu, tanto falar quanto escrever.
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