sexta-feira, 25 de julho de 2008

Falam por mim...


Hoje é o dia de textos que falam por mim...

ou, de mim...


o primeiro fala de mim...




"Não sou qualquer certinha...
Eu sei viver.
Não sou mais amiga de todos, não quero mais concorrer à miss simpatia, nem sou adorada por unanimidade.
As pessoas têm o direito de não gostar do meu jeito, mas às vezes gostam ou odeiam tanto que levam um pouco dele com elas.
O meu amor eu guardo para os mais especiais (raros).
Não sigo todas as regras da sociedade (à risca só as da minha consciência) e às vezes ajo por impulso..
Erro; admito.
Aprendo; ensino..
Todos erram um dia: por descuido, inocência ou maldade.
As pessoas que me julgam, eu julgo.
Ninguém me conhece tão bem a ponto de saber o que se passa na minha cabeça.
Não conheço ninguém tão bem a ponto de saber o que se passa em sua cabeça. Mas bem que eu queria...
Não sou qualquer uma, tenho meus limites e respeito meus sentimentos.
Não preciso de pessoas insignificantes para preencher um suposto espaço vazio.
Não sou qualquer ditadora, abro exceções, perdôo aos outros e a mim.
Todos merecem uma segunda chance, mas nunca uma terceira.


Mudo de opinião, mas não de princípios.


Não sou qualquer imbecil, sei distinguir o certo do errado.
Embora às vezes a tentação fale mais alto.
Não sou o Diabo muito menos Deus!
Graças a Deus! "






E... esse fala por mim...


“Uma pessoa é enorme para você, quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.


É pequena, quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade, o carinho, o respeito, o zelo e, até mesmo, o amor.


É gigante, quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto com você.


E pequena quando desvia do assunto.


É grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.


É pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.


Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande... é a sua sensibilidade, sem tamanho..."




Bingo!




Ps: Juro que vou voltar a postar... juro!










Música do dia:
"When you have everything,
You have everything to lose.


[...]


Make sure the fortune, that you seek
Is the fortune that you need.




Cos she had diamonds on the inside"

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Feliz dia dos namorados!

Eu passei a semana inteira prevendo que a quinta-feira talvez fosse me atormentar. Acordar um dia nublado, chuvoso e frio.
Nunca tive essas frescuras de me deprimir no dia 12 de junho, mas achei que esse ano fosse ter, feeling, sabe?!


Mesmo não tendo namorado, não tenho problemas maiores com minha solteiricie. Levo uma vida de solteira típica, saio o dia que quero, se resolvo sair de casa a meia noite, não vai ter ninguém me ligando pra saber onde estou, onde fui etc etc. Na festa, ando de um lado para outro, bebo quanto quero e se quero, não tem ninguém me censurando.

Confesso que às vezes sinto falta dessa coisa chata que acabei descrevendo ai em cima que as pessoas, usualmente, chamam de namorado. Hehehe

Descrevi como ‘chato’ mas sei de muitas coisas boas que só uma boa cia pode propiciar. Amizade, carinho, conversas, bobagens, viagens, respeito, afeto e muitas outras coisas.

Eu podia odiar esse dia, assim odiaria todos os casais felizes, mas ‘péra’!
E meus avós?! E meus pais?! E os casais de amigos que eu fiz?!

Negar essa data é odiar tudo isso, pelo menos por um dia, e realmente pensar em odiar o casamento dos meus pais não é muito legal. Hehehehe

Eu sempre digo, nasci numa época errada, na ‘minha’ época se namorava quem a gente amava e via uma possibilidade de construir uma família. (Como diria minha sábia mãe: Case-se com alguém que você goste de conversar, pois depois de um tempo é só o que vocês vão fazer!).
Estou longe de ser puritana e condenar o ficar. Condeno, pessoalmente e intimamente, o ficar por esporte, e quando reclamam que não o faço. Me irrito.

Mas não me irrito com os namorados não, ainda acho que o amor move o mundo e torna as pessoas melhores. Amor em todos os sentidos.
Viva o amor!
Viva o dia dos namorados!


Viva as notícias boas sobre o amor, no dia dos namorados, né Lala?




"Se eu te der amor
E você gostar, vai ser pra valer
Mas só pode ser amor por um momento
Difícil é segurar o fogo da paixão
Que enlouqueçe a alma: faz perder a calma tanto sentimento
Mas não pode ser castelo de areia
Sem rei, sem rainha"




[Castelo de areia - Bruno e Marrone]



Ps: Engraçado, mas o Bruno e Marrone reforçaram coisas que aprendi na infância. Uma casa construida na areia, entra em ruina!








Aproveitando a 'deixa'...


Não custa, né?! =p
Momento classificados:

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Hoje eu não quero sair da cama...

Não é apenas o frio, a preguiça ou qualquer outro motivo comum que nos faça não querer sair da cama.
É uma vontade de não sair do meu mundo... é colocar uma película na minha redoma de vidro que me impeça de ver o que se passa lá fora.


E juro, não é apenas por mim.

É cansaço... Cansei de ver muita coisa que não posso mudar. Cansei de ver pessoas erradas errando sabendo que estão erradas e errando (precisei dessas palavras). Cansei de remar, remar e não sair do lugar. Cansei da pressão de querer gritar e não poder.
Cansei...


Antes que alguém se preocupe (ou não... ou antes que agradeçam) não cansei de viver. Isso não é um texto depressivo, é um texto cansado, exausto, mas que no fundo é cheio de esperanças como a pessoa que o escreve.

Eu desisti de sair de cama, é só hoje, me deixa!

Se o mundo fosse mais justo, eu sairia saltitando, mas, hoje, me falta estômago pra agüentar.

Não preciso ficar sozinha no meu mundo, acho que hoje duas ou três pessoas teriam livre acesso meu mundo, só. Não é o número, são as pessoas que o coração apresenta quase a mesma pureza e revolta contra esse cansaço. Permito-me não citar nomes para não gerar a discórdia (hehehe), mas apenas essas pessoas têm acesso ao meu mundo hoje.

Hoje é o dia que sairia andando, sem rumo, sem destino apenas admirando aquilo que passa em branco para a maioria das pessoas. Hoje compraria uma passagem para uma praia, sentaria numa pedra e ficaria olhando o mar. Hoje me deitaria na areia e contaria estrelas colocando um desejo de melhorar o mundo que vejo em cada estrela. Hoje choraria de rir ou riria de chorar. Hoje queria ficar apenas no meu mundo...

Sei que minha vida não me permite caprichos de fechar-me no meu mundo e esquecer o mundo dos outros. Sim, porque eu não vivo apenas no meu mundo! Querendo ou não, eu pertenço ao mundo dos outros, o mundo das pessoas que conquistei e me conquistaram. Então hoje é o dia que entro quieta e saio calada, de preferência à francesa. Ou não... pode ser que até a noite tudo mude, esse desejo de isolamento voluntário suma e eu veja que é sempre melhor quando estamos juntos (mesmo que o mundo continue injusto).



Momento musical do dia...
“Love is the answer at least for most of the questions in my heart
Why are we here?
And where do we go?
And how come it's so hard?
It's not always easy and sometimes life can be deceiving
I'll tell you one thing, it's always better when we're together!
[…]
And there is no song I could sing
And there is no combination of words I could say
But I will still tell you one thing
We're better together”

[Better Together- Jack Johnson]



Um lugar onde eu queria estar:

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Liberdade pra quê?

“Se formos livres por dentro, nada nos aprisionará por fora” o Augusto Cury que me perdoe! É mentira! Todo mundo diz que ama a liberdade... que não consegue viver preso etc e tal. Eu discordo... ninguém é livre, todos estamos presos. E mais, todos precisamos estar presos... é essa prisão que nos motiva e impulsiona à viver. Agora, não é sempre que nos deixamos prender, e para nos prender o motivo tem que ser muito, mas muito importante. A gente escolhe todo dia coisas as quais vamos nos prender. Duvida?
Eu escolhi me prender à Medicina, escolhi abrir mão de vários caprichos da vida pessoal por essa escolha, escolhi me solidarizar com a dor do outro, me prendi ao outro.
Eu escolhi me prender aos meus amigos, poucos e bons, mas amigos. Escolhi me prender... tanto que existem alguns que não consigo mais esconder meus pensamentos.
Escolhi me prender à minha família e não tenho motivos para me libertar. Podes até argumentar “Mas família é algo inevitável, que faz parte da gente, é uma prisão moral”. Mentira! A gente se prende à família se quiser, se não quiser, podemos viver na mesma casa, ser sustentado pelo mesmo bolso etc. mas se escolhermos ser livres da família isso vai ser apenas parte da convenção da sociedade que vivemos. Falo de amor e saudade da família. É ligar pra tua avó depois de um dia sem noticias e cobrar ‘Desnaturada...tu não me ama mais?’ entre outras cobranças e recompensas que surgem do puro amor.
Existem laços que podem ser forçados, mas a prisão das almas acontece quando tem que acontecer. Por exemplo, madrinhas e padrinhos... podem ser aquelas pessoas que teus pais escolheram para te batizar sabe-se lá porque motivo. Agora, tornar-se ‘dindo’ ou ‘dindinha’ ( como meu afilhado se chama) é um processo de prisão.
Namoro então, até que me provem o contrário é prisão... se tu te incomoda com a prisão, tu não gosta. Quem gosta cuida, tem ciúme e adora estar preso. Não abro discussões nesse ponto!
Eu quero estar preso a minha rotina, eu quero ir ao mercado, as jantas com os amigos, aos churrascos de família, as festas e a tudo que me motiva.
Felicidade não se resume em liberdade, mas sim na prisão das coisas que te tornam feliz.

Obs: Eu quero mandar um beijo pra minha mãe, pro meu pai e especialmente pra fonte secreta que me deu a base desse texto! O texto não está à altura do original que sairia.. mas... =)


Música:
"Você pra mim mostrou que eu não sou sozinha nesse mundo.
Cuida de mim enquanto não esqueço de você.
Cuida de mim enquanto eu finjo que sou quem eu queria ser."

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Lendo pensamentos

Sabe, eu sempre tive muito medo de me encontrar com pessoas que lêem os pensamentos mesmo que a gente não queira.
Acho que se todo mundo pudesse ler a mente dos outros, o mundo não seria mais fácil não... haveria muito mais brigas, discussões etc.Pensamentos são coisas impulsivas totalmente desprovidas de auto-crítica. Não escolhemos o que pensar; Podemos até nos forçar a pensar determinadas coisas, mas muitas delas surgem do nada e assustariam a quem nos rodeia, inclusive assustam a nós, às vezes.
Eu confesso, às vezes me assusto com meus pensamentos, mas "tire teu cavalinho da chuva" se achas que vou os contar aqui! Hehehehehe...
Não são segredos, não são coisas que tu pretendes ou vais fazer... são pensamentos.
Nem todos os pensamentos são postos em ação, feliz ou infelizmente.
Quem já não teve vontade de colocar uma mordaça num ser que fala compulsivamente coisas irritantes e ainda sentar e falar todas as verdades que gostaríamos? Mas nos contentamos com um ‘cala a boca’.
Ou então, quem já não pensou e planejou uma fuga? “Amanhã, eu arrumo uma mochila, acordo cedo, tomo um banho, tomo café da manhã e me sumo... nunca mais vão ouvir falar de mim” e quando menos esperamos já é meio-dia, já cumprimos um turno de faculdade, trabalho ou de vadiagem mesmo.
Quem nunca teve pensamentos que chegam a nos deixar vermelhos só de pensar? E pior... e quando isso acontece com uma pessoa que tu abomina, ou um amigo, ou um desconhecido? (Sei que vou ouvir comentários, “ahhh Bibis... nisso pode ser bom ser impulsiva, esses tu não pode deixar no pensamento”, mas confiem em mim, deixem eles lá!)
E alimentar pensamentos? Para mim, é o pior tipo de auto-flagelação que existe. É tortura mesmo, mas acontece. E me arrisco a dizer que não é raro acontecer; creio estar intimamente relacionados com a nossa idiota capacidade humana de ouvir e entender o que queremos. Quantas vezes já ouvimos um “ Bom dia!” e saímos ouvindo “O dia está lindo, pois sei que com o teu amor o céu fica mais azul, o sol brilha mais e eu vivo muito mais feliz, não sei mais viver sem ti, te amo”.
Tá... a hipérbole ficou meio forçada, mas que a gente escuta o que quer isso é fato. Do mesmo modo, pensamos o que nos convêm.
Pensar não é bem o problema, o real problema é que pensamentos geralmente são oriundos de desejos, "ai é que o bicho pega". Nos apavoramos com as coisas que desejamos as vezes... por negarmos conscientemente o desejo e o inconsciente afirmar....afirmar.... e reafirmar ou por não esperar que possamos desejar ‘aquilo’.

Por essas e outras coisas que agradeço muito que o jeito de ler pensamentos ainda sejam apenas os olhos. Eles expressam muito, mas expressam os pensamentos que podem ser conhecidos, na maioria das vezes.
De qualquer forma, a hora que alguém aprender a filtrar pensamentos, acabar com alguns deles ou qualquer coisa do tipo, perturb... ops... avise-me!















Resolvi esticar o post e sempre colocar um pedaço de uma música a cada post. Minha vida tem trilha sonora, seria injustiça negligenciar.



"Já tentei calcular o meu valor,
Mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou...
Sonho é uma coisa que eu guardo dentro do meu travesseiro"
(Eu não sei na verdade quem eu sou - O teatro mágico)

terça-feira, 8 de abril de 2008

Tentando um novo amor...

Para curar uma dor de amor, digam o que quiserem, só conheço um remédio: um amor novinho em folha. Enquanto nosso coração não encontrar outro pretendente, ficaremos cultivando o velho amor, alimentando-o diariamente, sofrendo por ele e, no fundo, bem no fundinho, felizes por ter para quem dedicar nossos ais e nossa insônia. A gente só enterra mesmo o defunto quando outra pessoa surge para ocupar o posto.

Se isso lhe parece uma teoria simplista, toque aqui. É simplista sim. Isso de enterrar o defunto do dia pra noite só funciona quando o defunto era apenas uma paixonite, um entusiasmo, fogo de palha. Porém, se era algo realmente profundo, um sentimento maduro, aí o efeito do novo amor pode revelar-se um belo tiro pela culatra. Ele acabará servindo apenas para dar a você a total certeza de que aquele amor anterior era realmente um bem durável. E a dor voltará redobrada.

Um beijo que deveria inaugurar uma nova fase em sua vida pode trazer à tona lembranças fortes do passado, e nem é preciso comparar os beijos, apenas as sensações provocadas. Quem já vivenciou isso sabe o constrangimento que é beijar alguém e morrer de saudades do antecessor.

Um novo amor pode transformar o que era opaco em transparência: você não sabia exatamente o que sentia pelo ex, se era amor ou não, então surge outra pessoa e você descobre que sim, era amor, caso contrário não sentiria esse abandono, essa perturbação, essa forte impressão de que está fazendo uma tentativa inútil, de que não conseguirá ir adiante.

Mas o que fazer? Encarar uma vida monástica, celibatária? Nada disso. Viva as tentativas inúteis! Uma, duas, três, até que alguma delas consiga superar de vez a inquietação do passado, que venha realmente inaugurar uma nova fase em sua agenda amorosa, que deixe você tranqüilo em relação ao que viveu e ao que deve viver daqui pra frente.

No entanto, quanto mais escrevo, mais me dou conta de que não há fórmula que dê garantia para nossas atitudes, de que não há pessoa neste mundo que não possa nos surpreender, de que tudo o que vivemos são tentativas, e que inútil, inútil mesmo, nenhuma é.


(Martha Medeiros)


PS: Perdão pelo texto que não é de minha autoria, mas eu gostaria de ter escrito!

segunda-feira, 31 de março de 2008

Minha educação não permite..

Parafraseando o ‘minha religião não permite’ minha educação não me permite algumas coisas e mais além de não permitir, condena. Não é apenas a educação que os pais nos dão, mas também aqueles princípios que vamos adquirindo ao longo da vida.

Nunca consegui aceitar a idéia de ter duas caras, minha educação não permite que eu aja diferente com pessoas diferentes ou em situações diferentes. Eu sou eu, sempre. Espontânea, coração aberto... não consigo ser diferentes. Ver pessoas assim me irrita.
Também não consigo brincar com os sentimentos alheios, nem amor nem ódio. Sentimentos precisam ser autênticos, eu amo ou odeio, gosto ou não gosto.

A idéia de usar as pessoas também não me soa bem, apenas exigir sem dar nada em troca é cruel e o interessante que os usurpadores não se permitem se deixar usar, é algo maquiavélico relacionado a poder. Bizarro.

Nunca me permiti realizar minhas vontades se para isso preciso passar por cima de alguém, mesmo se for aquelas pessoas que não são da lista dos “best’s”. Inclusive já abri mão de coisas que eu queria muito porque pessoas que gosto também queriam, e sei que isso não me faz muito bem.

Minha educação não me permite ser egoísta, não consigo, por exemplo, saber de algo interessante que pode acontecer, mas que é limitado e talvez com mais pessoas sabendo fique mais difícil de eu conseguir essa coisa boa. Não me permito esconder essas coisas.

Minha educação não me permite mentir por esporte. Não digo que não minta, mas são aquelas mentirinhas bobas que não irão prejudicar ninguém e apenas não tem porque ser contadas.

Minha educação não permite também ser grossa sem motivos, tem gente que tem por hobbie ser grossa, estúpida e indelicada. Mau-humor hoje em dia é contagioso. Experimente ficar cinco minutos do lado de uma pessoa negativa, provavelmente vais ter que juntar forças sabe se lá de onde para poder sair dali de tão baixa que tua energia vai ficar.

Minha educação não permite que eu passe na rua e não me encante com uma velhinha de 80 anos, com dificuldade de andar e que está passeando com seu cachorrinho às oito da manhã. Não consigo conter meu sorriso diante de uma criança sorridente que nunca te viu na vida e fica te cuidando, não consigo passar reto e fingir que não vi. Talvez as pessoas pensem ‘Porque aquela babaca passa rindo por mim ou porque ela parou pra perguntar o nome da criança, cachorro ou porque ela passa dando bom dia aos porteiros?’ Talvez seja porque eu não consigo ser indiferente aos pequenos milagres do dia a dia.

Minha educação não permite que eu não levante para dar lugar aos velhinhos no ônibus, que eu ceda o lugar na frente do carro aos mais velhos ou aos donos, que eu faça cara feia para comida na casa dos outros ou que eu não agradeça um garçom por ter me trazido minha bebida.

Sempre me frustrei porque cobro do outro o que eu faria, ou não faria. As pessoas são diferentes, eu sei, mas se tem algo que eu não suporto são pessoas superficiais e negativas por opção ( não estou falando de dias ruins, pois todo mundo os tem e não me salvo deles).
Talvez minha educação não me permita ser feliz e sim estar feliz em alguns momentos, mas a paz que traz a consciência limpa e o coração tranqüilo não há sentimento que supere!

domingo, 30 de março de 2008

Medo de fantasma

Uma lorota que nos contaram e nos fazem repetir no mínimo uma vez ao mês: “O passado ta morto e enterrado”. Bom, pode até estar, mas deixou fantasmas rondando aqui em cima então.
Na verdade, eu sempre disse que não tinha medo de fantasmas, mas menti.

Tenho medo de fantasmas sim!

Não são aqueles fantasmas que o cinema eternizou, são aqueles fantasmas que em algum momento foram parte da nossa vida, roubaram sorrisos, beijos, compartilharam confidências, brigaram conosco ou apenas nos olharam.
Fantasmas podem ser qualquer pessoa. Amigos, família, namorados, rolos e qualquer outro tipo de relacionamento possível.
Alguns, consciente ou inconscientemente, agem para que no futuro virem fantasmas. Loucura? Não acho...
Os pais, por exemplo, quando criança te põem limites, barram algumas bagunças e na idade adulta, talvez, tu poderás transgredir esses limites, mas provavelmente não irá. Por quê? Fantasmas.

Amigos. Fazer hoje algo que fazias antigamente com algum amigo é perceber que o amigo não está ali, mas o fantasma está e no fundo, apesar da saudade, tu te sentirás bem em lembrar disso e de várias outras coisas. Ou os chavões dos amigos, que às vezes escutas ou lembras mesmo quando eles não estão por perto... São os fantasmas.

Agora, não é desses fantasmas o meu pior temor, inclusive eu os quero bem perto de mim, são pedaços de lembranças boas do passado, ou não tão boas assim, mas de qualquer forma, lembranças!

Amedrontam-me aqueles fantasmas que tem um poder sobre-humano, ou seria desumano de mexer com a gente. São aquelas pessoas que marcaram também, mas que pelo motivo que seja, escolhemos conscientemente apagar da memória.
Eles não têm tempo de vida útil, podem durar para sempre, ou morrer na primeira semana de ‘morte’.
De alguma forma que não sei como, esses fantasmas conseguem entrar na nossa vida em momentos que menos esperamos e nos levar a estaca zero de novo. Alguns fazem sem saber, outros, desconfio, fazem intencionalmente. Aparecem em rostos, nomes, carros, perfumes, jeitos de andar, olhares, voz, cartões de visita e qualquer outro lugar imaginável ou inimaginável, afinal se têm algo que os fantasmas são é criativos! Quando não aparecem na figura da pessoa que hoje é o fantasma... Aí o caos está instalado. Cada um reage do seu jeito: chora, bebe, fica dando risada, fuma, come, dorme, perde o apetite ou vai embora. Ou ainda, a pior combinação: fazer tudo isso junto.
E quando o fantasma, no caso de ser alguém que já fez o coração bater rápido e devagar ao mesmo tempo, se encontra em outra ‘vida’, leia-se com outra pessoa? As reações potencializam-se ao expoente de ‘n’ vezes.

Instala-se o turbilhão de emoções e ai, só Deus ou o Diabo ( porque sabe-se lá onde o fantasma deveria estar) sabe quando isso termina e se termina.
É... o passado ta morto, enterrado e os fantasmas rondando por ai.

Boa sorte aos/às exorcistas!

Um blog pra que?

Boa pergunta, pra que fazer um blog Bibis?

Escrever, para a maioria das pessoas sempre foi um passatempo, um hobbie ou uma maneira de desabafar. Fico com a 3ª opção. Estou a tempos para montar o meu e aqui estou.
Desejem-me boa sorte!