Parafraseando o ‘minha religião não permite’ minha educação não me permite algumas coisas e mais além de não permitir, condena. Não é apenas a educação que os pais nos dão, mas também aqueles princípios que vamos adquirindo ao longo da vida.
Nunca consegui aceitar a idéia de ter duas caras, minha educação não permite que eu aja diferente com pessoas diferentes ou em situações diferentes. Eu sou eu, sempre. Espontânea, coração aberto... não consigo ser diferentes. Ver pessoas assim me irrita.
Também não consigo brincar com os sentimentos alheios, nem amor nem ódio. Sentimentos precisam ser autênticos, eu amo ou odeio, gosto ou não gosto.
A idéia de usar as pessoas também não me soa bem, apenas exigir sem dar nada em troca é cruel e o interessante que os usurpadores não se permitem se deixar usar, é algo maquiavélico relacionado a poder. Bizarro.
Nunca me permiti realizar minhas vontades se para isso preciso passar por cima de alguém, mesmo se for aquelas pessoas que não são da lista dos “best’s”. Inclusive já abri mão de coisas que eu queria muito porque pessoas que gosto também queriam, e sei que isso não me faz muito bem.
Minha educação não me permite ser egoísta, não consigo, por exemplo, saber de algo interessante que pode acontecer, mas que é limitado e talvez com mais pessoas sabendo fique mais difícil de eu conseguir essa coisa boa. Não me permito esconder essas coisas.
Minha educação não me permite mentir por esporte. Não digo que não minta, mas são aquelas mentirinhas bobas que não irão prejudicar ninguém e apenas não tem porque ser contadas.
Minha educação não permite também ser grossa sem motivos, tem gente que tem por hobbie ser grossa, estúpida e indelicada. Mau-humor hoje em dia é contagioso. Experimente ficar cinco minutos do lado de uma pessoa negativa, provavelmente vais ter que juntar forças sabe se lá de onde para poder sair dali de tão baixa que tua energia vai ficar.
Minha educação não permite que eu passe na rua e não me encante com uma velhinha de 80 anos, com dificuldade de andar e que está passeando com seu cachorrinho às oito da manhã. Não consigo conter meu sorriso diante de uma criança sorridente que nunca te viu na vida e fica te cuidando, não consigo passar reto e fingir que não vi. Talvez as pessoas pensem ‘Porque aquela babaca passa rindo por mim ou porque ela parou pra perguntar o nome da criança, cachorro ou porque ela passa dando bom dia aos porteiros?’ Talvez seja porque eu não consigo ser indiferente aos pequenos milagres do dia a dia.
Minha educação não permite que eu não levante para dar lugar aos velhinhos no ônibus, que eu ceda o lugar na frente do carro aos mais velhos ou aos donos, que eu faça cara feia para comida na casa dos outros ou que eu não agradeça um garçom por ter me trazido minha bebida.
Sempre me frustrei porque cobro do outro o que eu faria, ou não faria. As pessoas são diferentes, eu sei, mas se tem algo que eu não suporto são pessoas superficiais e negativas por opção ( não estou falando de dias ruins, pois todo mundo os tem e não me salvo deles).
Talvez minha educação não me permita ser feliz e sim estar feliz em alguns momentos, mas a paz que traz a consciência limpa e o coração tranqüilo não há sentimento que supere!
segunda-feira, 31 de março de 2008
domingo, 30 de março de 2008
Medo de fantasma
Uma lorota que nos contaram e nos fazem repetir no mínimo uma vez ao mês: “O passado ta morto e enterrado”. Bom, pode até estar, mas deixou fantasmas rondando aqui em cima então.
Na verdade, eu sempre disse que não tinha medo de fantasmas, mas menti.
Tenho medo de fantasmas sim!
Não são aqueles fantasmas que o cinema eternizou, são aqueles fantasmas que em algum momento foram parte da nossa vida, roubaram sorrisos, beijos, compartilharam confidências, brigaram conosco ou apenas nos olharam.
Fantasmas podem ser qualquer pessoa. Amigos, família, namorados, rolos e qualquer outro tipo de relacionamento possível.
Alguns, consciente ou inconscientemente, agem para que no futuro virem fantasmas. Loucura? Não acho...
Os pais, por exemplo, quando criança te põem limites, barram algumas bagunças e na idade adulta, talvez, tu poderás transgredir esses limites, mas provavelmente não irá. Por quê? Fantasmas.
Amigos. Fazer hoje algo que fazias antigamente com algum amigo é perceber que o amigo não está ali, mas o fantasma está e no fundo, apesar da saudade, tu te sentirás bem em lembrar disso e de várias outras coisas. Ou os chavões dos amigos, que às vezes escutas ou lembras mesmo quando eles não estão por perto... São os fantasmas.
Agora, não é desses fantasmas o meu pior temor, inclusive eu os quero bem perto de mim, são pedaços de lembranças boas do passado, ou não tão boas assim, mas de qualquer forma, lembranças!
Amedrontam-me aqueles fantasmas que tem um poder sobre-humano, ou seria desumano de mexer com a gente. São aquelas pessoas que marcaram também, mas que pelo motivo que seja, escolhemos conscientemente apagar da memória.
Eles não têm tempo de vida útil, podem durar para sempre, ou morrer na primeira semana de ‘morte’.
De alguma forma que não sei como, esses fantasmas conseguem entrar na nossa vida em momentos que menos esperamos e nos levar a estaca zero de novo. Alguns fazem sem saber, outros, desconfio, fazem intencionalmente. Aparecem em rostos, nomes, carros, perfumes, jeitos de andar, olhares, voz, cartões de visita e qualquer outro lugar imaginável ou inimaginável, afinal se têm algo que os fantasmas são é criativos! Quando não aparecem na figura da pessoa que hoje é o fantasma... Aí o caos está instalado. Cada um reage do seu jeito: chora, bebe, fica dando risada, fuma, come, dorme, perde o apetite ou vai embora. Ou ainda, a pior combinação: fazer tudo isso junto.
E quando o fantasma, no caso de ser alguém que já fez o coração bater rápido e devagar ao mesmo tempo, se encontra em outra ‘vida’, leia-se com outra pessoa? As reações potencializam-se ao expoente de ‘n’ vezes.
Instala-se o turbilhão de emoções e ai, só Deus ou o Diabo ( porque sabe-se lá onde o fantasma deveria estar) sabe quando isso termina e se termina.
É... o passado ta morto, enterrado e os fantasmas rondando por ai.
Boa sorte aos/às exorcistas!
Na verdade, eu sempre disse que não tinha medo de fantasmas, mas menti.
Tenho medo de fantasmas sim!
Não são aqueles fantasmas que o cinema eternizou, são aqueles fantasmas que em algum momento foram parte da nossa vida, roubaram sorrisos, beijos, compartilharam confidências, brigaram conosco ou apenas nos olharam.
Fantasmas podem ser qualquer pessoa. Amigos, família, namorados, rolos e qualquer outro tipo de relacionamento possível.
Alguns, consciente ou inconscientemente, agem para que no futuro virem fantasmas. Loucura? Não acho...
Os pais, por exemplo, quando criança te põem limites, barram algumas bagunças e na idade adulta, talvez, tu poderás transgredir esses limites, mas provavelmente não irá. Por quê? Fantasmas.
Amigos. Fazer hoje algo que fazias antigamente com algum amigo é perceber que o amigo não está ali, mas o fantasma está e no fundo, apesar da saudade, tu te sentirás bem em lembrar disso e de várias outras coisas. Ou os chavões dos amigos, que às vezes escutas ou lembras mesmo quando eles não estão por perto... São os fantasmas.
Agora, não é desses fantasmas o meu pior temor, inclusive eu os quero bem perto de mim, são pedaços de lembranças boas do passado, ou não tão boas assim, mas de qualquer forma, lembranças!
Amedrontam-me aqueles fantasmas que tem um poder sobre-humano, ou seria desumano de mexer com a gente. São aquelas pessoas que marcaram também, mas que pelo motivo que seja, escolhemos conscientemente apagar da memória.
Eles não têm tempo de vida útil, podem durar para sempre, ou morrer na primeira semana de ‘morte’.
De alguma forma que não sei como, esses fantasmas conseguem entrar na nossa vida em momentos que menos esperamos e nos levar a estaca zero de novo. Alguns fazem sem saber, outros, desconfio, fazem intencionalmente. Aparecem em rostos, nomes, carros, perfumes, jeitos de andar, olhares, voz, cartões de visita e qualquer outro lugar imaginável ou inimaginável, afinal se têm algo que os fantasmas são é criativos! Quando não aparecem na figura da pessoa que hoje é o fantasma... Aí o caos está instalado. Cada um reage do seu jeito: chora, bebe, fica dando risada, fuma, come, dorme, perde o apetite ou vai embora. Ou ainda, a pior combinação: fazer tudo isso junto.
E quando o fantasma, no caso de ser alguém que já fez o coração bater rápido e devagar ao mesmo tempo, se encontra em outra ‘vida’, leia-se com outra pessoa? As reações potencializam-se ao expoente de ‘n’ vezes.
Instala-se o turbilhão de emoções e ai, só Deus ou o Diabo ( porque sabe-se lá onde o fantasma deveria estar) sabe quando isso termina e se termina.
É... o passado ta morto, enterrado e os fantasmas rondando por ai.
Boa sorte aos/às exorcistas!
Um blog pra que?
Boa pergunta, pra que fazer um blog Bibis?
Escrever, para a maioria das pessoas sempre foi um passatempo, um hobbie ou uma maneira de desabafar. Fico com a 3ª opção. Estou a tempos para montar o meu e aqui estou.
Desejem-me boa sorte!
Escrever, para a maioria das pessoas sempre foi um passatempo, um hobbie ou uma maneira de desabafar. Fico com a 3ª opção. Estou a tempos para montar o meu e aqui estou.
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