domingo, 30 de março de 2008

Medo de fantasma

Uma lorota que nos contaram e nos fazem repetir no mínimo uma vez ao mês: “O passado ta morto e enterrado”. Bom, pode até estar, mas deixou fantasmas rondando aqui em cima então.
Na verdade, eu sempre disse que não tinha medo de fantasmas, mas menti.

Tenho medo de fantasmas sim!

Não são aqueles fantasmas que o cinema eternizou, são aqueles fantasmas que em algum momento foram parte da nossa vida, roubaram sorrisos, beijos, compartilharam confidências, brigaram conosco ou apenas nos olharam.
Fantasmas podem ser qualquer pessoa. Amigos, família, namorados, rolos e qualquer outro tipo de relacionamento possível.
Alguns, consciente ou inconscientemente, agem para que no futuro virem fantasmas. Loucura? Não acho...
Os pais, por exemplo, quando criança te põem limites, barram algumas bagunças e na idade adulta, talvez, tu poderás transgredir esses limites, mas provavelmente não irá. Por quê? Fantasmas.

Amigos. Fazer hoje algo que fazias antigamente com algum amigo é perceber que o amigo não está ali, mas o fantasma está e no fundo, apesar da saudade, tu te sentirás bem em lembrar disso e de várias outras coisas. Ou os chavões dos amigos, que às vezes escutas ou lembras mesmo quando eles não estão por perto... São os fantasmas.

Agora, não é desses fantasmas o meu pior temor, inclusive eu os quero bem perto de mim, são pedaços de lembranças boas do passado, ou não tão boas assim, mas de qualquer forma, lembranças!

Amedrontam-me aqueles fantasmas que tem um poder sobre-humano, ou seria desumano de mexer com a gente. São aquelas pessoas que marcaram também, mas que pelo motivo que seja, escolhemos conscientemente apagar da memória.
Eles não têm tempo de vida útil, podem durar para sempre, ou morrer na primeira semana de ‘morte’.
De alguma forma que não sei como, esses fantasmas conseguem entrar na nossa vida em momentos que menos esperamos e nos levar a estaca zero de novo. Alguns fazem sem saber, outros, desconfio, fazem intencionalmente. Aparecem em rostos, nomes, carros, perfumes, jeitos de andar, olhares, voz, cartões de visita e qualquer outro lugar imaginável ou inimaginável, afinal se têm algo que os fantasmas são é criativos! Quando não aparecem na figura da pessoa que hoje é o fantasma... Aí o caos está instalado. Cada um reage do seu jeito: chora, bebe, fica dando risada, fuma, come, dorme, perde o apetite ou vai embora. Ou ainda, a pior combinação: fazer tudo isso junto.
E quando o fantasma, no caso de ser alguém que já fez o coração bater rápido e devagar ao mesmo tempo, se encontra em outra ‘vida’, leia-se com outra pessoa? As reações potencializam-se ao expoente de ‘n’ vezes.

Instala-se o turbilhão de emoções e ai, só Deus ou o Diabo ( porque sabe-se lá onde o fantasma deveria estar) sabe quando isso termina e se termina.
É... o passado ta morto, enterrado e os fantasmas rondando por ai.

Boa sorte aos/às exorcistas!

4 comentários:

Laís disse...

Perfect! :D

Paulinha disse...

Como primeira pessoa a ler...
Posso dizer que esse blog tem potencial!! rsrsrs

ótimo texto!!
Parabéns!
Bjos

Átalo disse...

controverso e perfeito...


...tua cara hehehehe

marquinhos souza disse...

tomara que todos os fantasminhas que surjam a partir de agora, sam como o gasparzinho, todos camaradas!hehehehe

texto perfeito!
idéias perfeitas!
autora perfeita!

parabéns mesmo!

e eu te perdôo pela demora a entrar na blogosfera!hauahauahauahaua
beijão